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Luz de poesia


Fugir da vida
O suicídio é desamor e solução descabida: ninguém escapa da dor tentando fugir da vida. Nos momentos de aflição, a prece é o ato perfeito que ampara na solidão e cura a dor no teu peito. Mantém a serenidade nas horas de provação, e aos anjos da caridade entrega a tua oração. Guarda tua fé e porfia que a ajuda logo aparece; são falanges de Maria que atenderão tua prece. Eleva os olhos buscando nos céus o amor infinito! Jesus está te esperando, e ouviu a dor do teu grit

José Marcos Trad
Dec 29, 20241 min read


Amar-te mais...
Mais que o tempo que nos fez distantes, ainda mais que a vida que nos fez ausentes, mais que a saudade que te faz presente, rogo à musa que eu possa amar-te, amar-te mais e profundamente… Amar-te na manhã ao sol nascente e à noite sob o céu iluminado; amar-te vendo juntos a lua cheia e acordarmos sempre abraçados, amando a solidão que nos rodeia… Amar-te olhando o sol poente e dormir cansado e ao relento; amar-te repleto de esperanças de amar-te com todo sentimento como s

José Marcos Trad
Dec 28, 20241 min read


Os natais da nossa infância
Lembro os natais inocentes da minha infância florida e mamãe, cheia de vida, na lida nos fogões quentes. Os tempos já hão passados mas vejo-a ainda sorrir e a manhã colorir daqueles doces amados. Tudo era simples e puro e de um amor tão sublime que nada no mundo exprime o eterno amor que lhe juro. Uma secreta esperança meu coração faz pulsar: de em novo baile te achar e retomarmos a dança. E assim, amando e sorrindo, em novo recomeçar, terei o amor singular; concebido

José Marcos Trad
Dec 25, 20241 min read


Natal de luz
Das vastidões siderais, em sublime sinfonia mil vozes angelicais festejam o grande dia. Na pequenina Belém, em singela estrebaria, veio à luz o sumo bem pelos braços de Maria. Uma estrela luminosa assinala a toda gente a linhagem gloriosa do Celestial Regente. Repousa mui docilmente, nas palhas da manjedoura nosso cordeiro inocente por toda a glória vindoura. Refulgindo em claridade, a choupana venturosa, fez-se templo de humildade na noite silenciosa. Os animais te

José Marcos Trad
Dec 20, 20241 min read


Natal! A noite inolvidável
Ouço ao longe os clarins a ressoarem e corais de mil anjos entoarem hosanas à chegada do Menino… A Luz desceu dos planos siderais para ensinar as Leis Universais que traduzem o amor do Pai Divino. Há séculos nos fora anunciado que nasceria um ser, cujo reinado albergaria toda a humanidade. Rei dos Reis, nominado em profecias, um guerreiro, diziam teorias, mas o amor foi seu canto de humildade. Não nasceu em palácio suntuoso; o curral foi o aprisco glorioso e seu berço a s

José Marcos Trad
Dec 9, 20241 min read


Ó mediunidade!
Santa mediunidade, és a ponte gloriosa, o esteio da caridade da vastidão luminosa. Ensejas a nobre prova aos dias de desvario, mas hoje é paz que renova o ego sagaz e bravio. Ilumina consciências em seu ofício sagrado, unindo a fé às ciências; ao trabalhador, o arado. Esse labor elevado a ti foi dado a pedido; fostes apenas julgado mas não estás redimido. Peleia com sacrifício nos dramas e dor moral, e segas os velhos vícios dos dias no lodaçal. Moureja com alegria

José Marcos Trad
Dec 8, 20241 min read


O perdão
A vingança é lavoura da aflição, plantação e colheita de tormentos, se nosso ego, furtando-se à razão, nos torna vingadores espinhentos. Mas o perdão é trilha que liberta dos enredos do orgulho e da vaidade, a alma que no Evangelho se referta das lições amorosas da humildade. Desprende-te das malhas do passado e renasce, qual fênix, transformado, renunciando às tramas da vingança. Perdoa, e com teu gesto de bondade enfeitará os jardins da caridade com a flor luminosa da

José Marcos Trad
Dec 7, 20241 min read


Mundo renovado
Os anjos do Senhor, enternecidos pelos amargos dias de aflições, vêm recrutar, na terra, os corações que amenizem as dores dos vencidos. Trabalham esses anjos tutelares no socorro aos humildes e esfaimados, curando da tristeza os olvidados que pululam em todos os lugares. As horas de trabalho nesta senda são flores perfumadas e oferenda àqueles mais carentes de cuidado. À luz da caridade, assim, avança, acendendo nas almas a esperança e verás este mundo renovado. Soneto

José Marcos Trad
Dec 7, 20241 min read


Soneto de amor verdadeiro
Queria não te amar e, indiferente, já não sentir saudades ou tormentos de haver amado, tão ardentemente, e ora ver o esfriar dos sentimentos. Mas novamente irei reconquistar o teu amor, outrora tão candente, e nossos beijos hão de nos curar no alvorecer de belo sol nascente. Serei teu cavaleiro em armadura, e, juntos, viveremos a ventura de amar-nos com ternura, puramente. Contigo rumarei por onde queiras, apenas para estar entre as fileiras dos que te amam, assim, perd

José Marcos Trad
Nov 28, 20241 min read


As belas estações da vida
Soneto I Primavera - O plantio do amor Dos dias que compõem nossa jornada, nossa infância é a quadra mais florida, onde a alma, de candura travestida, é como doce efígie açucarada. Logo mais, no frescor da juventude, em estágios nos ciclos da razão, cindimos a verdade da ilusão ensaiando a conquista da virtude. Infância é tempo fértil de plantio, do amor no coração puro e gentil das almas de retorno à caminhada. Alento para os solos amargosos, amanha os territórios pedr

José Marcos Trad
Nov 25, 20242 min read


Rosa Mística da Esperança
Mãe Santíssima e fonte calorosa de esperança aos espíritos sofridos que fugiram da vida em melindrosa revolta ante desígnios assumidos. Rosa Mística, luz da caridade, és a benção nos rudes sofrimentos, a aragem perfumada de bondade das falanges nos vales de tormentos. Farol de amor em mar de perdição que por nós abraçou nobre missão: ser amparo e consolo dos caídos. Sê bendito teu sopro de bonanças, e o místico rosário que tu lanças, no resgate aos irmãos arrependidos.

José Marcos Trad
Nov 23, 20241 min read


Pai Nosso
Ó Pai, que estais nos céus iluminados, nos lodos e nos lírios perfumados, nas vastidões dos mundos siderais. Santo seja o teu nome pelas eras, que, nas vozes dos anjos e das feras, são hinários de acordes sem iguais. Venha a nós o teu reino anunciado, que nos livra das sinas do pecado e traz a paz que aquece os corações. Seja a tua vontade sempre feita, pois a dor, já sabemos, é colheita do passado enganoso das paixões. Do teu pão, dá-nos hoje e a cada dia, mas fazes que

José Marcos Trad
Nov 18, 20241 min read


A cada pôr do sol
Quando o sol enfeitar o céu poente e dourar de carmim o firmamento alça o Eu Maior ao Todo Onisciente unindo-te ao divino pensamento. Chegada à noite, faz a tua prece e recorda cada ato do teu dia; achando-te em falta, recomece e busca teu perdão com alegria. Combate toda vã melancolia, as aflições, a dor e a carestia, e faz da vida uma ode à caridade. E levarás do Mestre, a seu pedido, as marcas sublimadas dO Escolhido, a cada pôr do sol na eternidade. Soneto de José M

José Marcos Trad
Nov 17, 20241 min read


O dever
O dever, aguilhão da consciência, bravura da alma e servo da razão, é o berçário do amor e resistência às voragens e ardis da tentação. Guardião virtuoso, nos ensina a grandeza dos puros corações, é perene conquista que ilumina as horas tortuosas das paixões. Abraça nos teus dias a concórdia, a cizânia é quimera monocórdia e nota dissonante na jornada. Dever é Lei de Deus na consciência, da voz divina sua pura essência e laurel à virtude conquistada. Soneto de José Marc

José Marcos Trad
Nov 16, 20241 min read


Cuidar do corpo e do espírito
Ao corpo dá o cuidado que merece, sutil templo das almas milenares, abrigo que ao espírito obedece, presente das esferas estelares. Evita a angústia e faze da alegria teu modo de viver, seguro marco, o farol da esperança que alumia e guia, nas procelas, o teu barco. Se a saúde do corpo é investidura que conduz a existência à plenitude o esquecimento da alma é vã loucura que nos traz amargor e incompletude. O livre-arbítrio é teu por direito, e o que precises ser-te-á co

José Marcos Trad
Nov 16, 20241 min read


Sofismas da ilusão
Quando te vires em atrozes dissabores, não imagines que só tu sofres na vida, pois a risonha face, nunca entristecida, é oculta máscara de rudes amargores. Porfia e marcha triunfante para os céus levando a paz, consola dores nos caminhos; foge do orgulho e dos melindres comezinhos, que são sementes da lavoura de escarcéus. Seja o dever teu guardião sempre em alerta contra os sofismas nos quais o ego se acoberta, fugindo à voz da consciência e da razão. As provações são

José Marcos Trad
Oct 24, 20241 min read


Anunciação a Maria
Quando a Terra se via dominada sob o guante da treva desditosa, a chegada do Verbo, gloriosa pelo Arcanjo foi logo anunciada. – Maria, no Senhor achaste graça, bendita sejas, virgem prometida; abrigarás, no ventre, o Sol da Vida, o Redentor humílimo e sem jaça. Tomarás em teus braços o menino, príncipe lucigênito e divino, e lhe porás o nome de Jesus. Ele é o Cordeiro há tempos esperado; o Messias, nos salmos, aclamado, o Cristo de Deus, o Ágape de Luz. Soneto de José M

José Marcos Trad
Oct 12, 20241 min read


A Divina Providência
Eu me chamo Divina Providência e, do vale de sombras e gemidos, recolho as rogativas de clemência e as súplicas dos pobres desvalidos. Se são nobres e justos tais pedidos, procuro endereçar esses clamores aos simples do Evangelho, renascidos como anônimos anjos protetores. Assim é o triunfar do amor divino, quando um cendal de amores, peregrino, vem socorrer quem sofre em provação. O que supões feliz coincidência não é mais que a Divina Providência, que acorreu atender

José Marcos Trad
Oct 1, 20241 min read


A fortuna verdadeira
Essa felicidade hoje ansiada, filha vã da vaidade e fantasia, é esfinge, quimera fugidia, aflição de alegria disfarçada. É a flor delicada que perdura um instante fugaz e é consumida; é gema falsa ou pérola colhida em mares de ilusão e desventura. Mas há, sim, a fortuna verdadeira, que repleta de amor a Terra inteira, trazendo paz às almas iludidas. É Jesus, Mestre e Sol da humanidade, caminho da esperança e da verdade, Modelo e Guia: Luz de nossas vidas. Soneto de José

José Marcos Trad
Sep 28, 20241 min read


Mães e os Senhores da Guerra
Oravas no quintal, olhos no céu, lembravas dos filhinhos nas cobertas, quando as chagas do luto, reabertas, encharcaram de pranto o negro véu. As guerras que devoram esperanças, nas almas cavilosas são gestadas; viuvez e famílias destroçadas funerais e orfandade de crianças. . São conúbios de feras e egoísmo, que lançam as nações ao frio abismo da vaidade ufanosa que enfeitiça. Mas das dores que livre semearam, colhe

José Marcos Trad
Sep 28, 20241 min read
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