"Via Crucis"
- José Marcos Trad

- Nov 2, 2025
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Updated: Mar 12

Jesus adentra a Cidade
trazendo a luz da verdade
sob hosanas de louvor;
montado em dócil jumento
eternizou o momento
na singeleza do amor.
Sabia o Mestre Divino
que Lhe aguardava o destino
morrer no infame madeiro.
Mas o Sublime Enviado
a luz do Livro Sagrado
faria nosso Luzeiro.
O Cristo de Deus absorto
dirigiu-se, à noite, ao horto;
e ao Pai em silêncio orava.
No templo, covarde insídia
gestava acerba perfídia
que o Mestre Amigo enredava.
Judas, que o houvera traído,
por doutos fora iludido
no vil Sinédrio rapace.
Selara a negociata,
trinta moedas de prata
e o beijo dado na face.
Exangue rumo ao calvário
conforta-o fino sudário
secando a fronte inocente.
A imagem, eternizada,
no linho é obra plasmada
do seu martírio inclemente.
Sem forças, o Nazareno,
a Cruz entrega, sereno,
ao Cirineu comovido.
Um olhar de gratidão
perpassa o bondoso irmão,
por haver-se condoído.
Erguem o tosco madeiro
e o Cristo se mostra inteiro
em suas chagas atrozes.
Estando às vascas da morte
lançam, à túnica, sorte
os guardas vis e ferozes.
O Filho do Homem padece
e a Deus entrega-se em prece,
dizendo: “Está consumado”.
Mas à aurora, ó doce encanto:
viam-se os anjos em canto
ao Cristo Ressuscitado!
Poema de José Marcos Trad
Nov/25


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