Os invisíveis
- José Marcos Trad

- Nov 4, 2025
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Updated: Aug 18

Vivo na escuridão das noites lúridas,
o vagar incerto – a alma perturbada,
qual invisível sombra em carnes pútridas
na áspera solidão da madrugada.
Sou o espectro de dores que te espera,
as mãos trementes – pálidas, incertas,
o andarilho sem teto, a mansa fera,
retorcendo-se em chagas reabertas.
Sou teu irmão, que a dor e tristes sinas
lançaram às angústias mais ferinas:
à sede, à fome, ao frio, à carestia.
Alma irmã, sou a face do tormento
que anseia teu amor por alimento
a inundar os meus dias de alegria.
Soneto José Marcos Trad
Nov/25


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