Sonetos da Alma Peregrina
- José Marcos Trad

- May 30
- 1 min read
Updated: Jun 21

As luzes da esperança
Vida, sorvi teu sal até à morte,
na taça acre de dores inclementes,
despetalada flor entre insurgentes,
desalmados sem fé, à própria sorte.
O Hades foi minha sina pelas eras,
a dor, a comensal da vida inteira,
a vaidade, Sibila traiçoeira
e diapasão da alma entre quimeras.
Rendido ao doce mel das tentações
lancei a alma ao crisol das aflições
distante da semente da bonança.
Mas hoje vejo e sei, as cicatrizes
são as marcas dos nobres aprendizes
movidos pelas luzes da esperança.
(Fizeste-nos para ti e nosso coração está inquieto, enquanto não repousa em ti.)
Confissões, Santo Agostinho
O levedo da temperança
Vida, sorvi teu sal até à morte,
na taça acre de dores inclementes,
despetalada flor entre insurgentes,
desalmados sem fé, à própria sorte.
O Hades foi minha sina pelas eras,
a dor, a comensal da vida inteira,
a vaidade, Sibila traiçoeira
e diapasão da alma entre quimeras.
Rendido ao doce mel das tentações
lancei a alma ao crisol das aflições
distante da semente da bonança.
Mas hoje vejo e sei, as cicatrizes
são as marcas dos nobres aprendizes;
nas almas levedando a temperança.
(No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.)
Jesus – João 16:33
Soneto - José Marcos Trad
Mai/26


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